sexta-feira, setembro 29, 2006

As pausas que o Tempo tem

Brincar, ler ou cantar,
Contar, rir ou construir
Tudo se traça então
Por aquela simples paixão:
A de ajudar a Crescer.
Das horas fazemos dias
Dos dias semanas, um mês
Parar não está no plano!
Corremos por gosto, talvez.
De um risco nasce um pintor
De um gesto um actor
De um som uma canção
De uma só palavra nasce
O dom da comunicação
De tal modo embrenhados nesta organização
Um risco corremos porém:
Da urgência de Fazer
Nos levar a esquecer
De dar um tempo também
Às pausas que o Tempo tem!

Margarida Avillez Ataíde

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